Da cabine para o celular: a safra é acompanhada de qualquer lugar

Integração entre a cabine e as plataformas de gestão coloca o produtor no controle da operação sem que ele precise estar na fazenda

FendtONE: cabine que conversa com o escritório

A 400 quilômetros da fazenda, ou do outro lado do mundo, o produtor abre o celular no intervalo de uma reunião: dois tratores concluíram o talhão previsto, um terceiro está parado há 40 minutos e o consumo de diesel da frente de plantio passou do planejado. Manda a correção ali mesmo. A cena, hoje rotina em um número crescente de propriedades brasileiras, amplia o que se espera da máquina agrícola: à potência e à capacidade operacional soma-se agora a informação que ela produz enquanto trabalha — e o caminho que esse dado percorre até a decisão do gestor.

Por muito tempo, a resposta esbarrou na falta de sinal. No entanto, dados recentes da associação ConectarAGRO apontam que a cobertura de redes móveis nas áreas agrícolas do Brasil cresceu, sendo que a presença de sinal 4G ou 5G passou de 18,7% para 33,9% entre 2024 e 2025. “Esse avanço contribuiu para tirar a tecnologia embarcada do campo da promessa e permitir que hoje a máquina deixe de entregar o resultado somente no fim da jornada e passe a transmitir o que está fazendo em tempo real”, ressalta Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de Produto da Fendt, marca alemã de maquinário de alta potência e inovação.

Nesse sentido, o executivo destaca o FendtONE. Na cabine, ele reúne em uma única interface tudo o que antes exigia telas e comandos separados: direcionamento, controle do implemento e registro da tarefa. O operador trabalha em um ambiente só, com a mesma lógica de navegação em qualquer máquina da linha, o que encurta o treinamento de quem entra na equipe no meio da safra — problema real em regiões de mão de obra escassa.

O que a máquina registra durante o trabalho — onde esteve, quanto rendeu, quanto consumiu, o que ainda falta — segue direto para o FarmENGAGE, plataforma de gestão de operações da PTx Trimble. É ali que a informação se torna decisão: o gestor acompanha o andamento das tarefas, localiza cada equipamento, compara desempenho entre frentes e reorganiza o dia sem depender de ligação para o campo.

O caminho também funciona no sentido inverso. Todo o planejamento realizado no computador, tais como contornos de talhão, linhas de guia, ordem de serviço da próxima operação, é enviado diretamente ao monitor da máquina através do Connectivity Center, hub central do FarmENGAGE, da PTx, que visa conectar máquinas e gerenciar integrações com plataformas de outros fabricantes. De acordo com o executivo, esse movimento acompanha uma tendência global onde a interoperabilidade avança além das máquinas e implementos para a troca de dados entre diferentes plataformas agrícolas, como a iniciativa AgIN, da Agricultural Industry Electronics Foundation (AEF). Ela busca criar uma rede global e padronizada para conectar fabricantes, hubs de dados, sistemas de gestão agrícola e provedores de serviços.

“Com o FendtONE e sua integração ao ecossistema digital da PTx, a Fendt está preparada para um futuro em que máquinas, operações e dados precisarão conversar cada vez mais, independentemente da marca ou da plataforma escolhida pelo produtor. Dessa forma, o operador chega e encontra a tarefa configurada, sem pen drive e sem retrabalho”, afirma Santos. “O produtor não precisa mais estar na cabine, nem na fazenda, para saber o que está acontecendo na lavoura. O que ele ganha é tempo, pois a correção que antes esperava o relatório do fim do dia é feita com a máquina ainda trabalhando. E isso, em janela de plantio apertada, é hectare”, complementa.

Com essa tecnologia, trator, pulverizador e colheitadeira passam a alimentar uma base única, usada tanto para a decisão do dia quanto para fechar a conta da safra — e, cada vez mais, para comprovar como a produção foi conduzida, exigência que já aparece em contratos de compradores e em linhas de crédito. A mudança em curso, portanto, é menos sobre o que a máquina faz e mais sobre o que a fazenda passa a saber. Em tempo real, de onde o produtor estiver.

Sobre a Fendt

Fendt é a marca líder em alta tecnologia no Grupo AGCO para clientes com as mais altas exigências de qualidade de máquinas e serviços. Os tratores e colheitadeiras Fendt operam globalmente em fazendas profissionais, bem como em aplicações não agrícolas. Os clientes se beneficiam da tecnologia inovadora para aumentar o desempenho, a eficiência e a economia. O uso de tecnologias Fendt economizam recursos e ajudam os agricultores e empreiteiros a trabalharem de forma sustentável em todo o mundo. Em suas instalações alemãs em Marktoberdorf, Asbach-Bäumenheim, Hohenmölsen, Feucht, Waldstetten e Wolfenbüttel, a Fendt emprega mais de 6.600 pessoas em pesquisa e desenvolvimento, vendas e marketing, bem como em produção, serviço e administração.

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Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.

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